terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Movimento SuperAção - EU FUI!!!

O lance começou assim: li no blog do Jairo Marques jornalista da Folha (assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br) sobre o Movimento SuperAção, em sua 5a edição, que iria rolar no Rio de Janeiro e divulguei aqui no blog. Depois li que a versão Paulista rolaria em dezembro e fiquei toda serelepe, chegando a dizer que se estivesse em Sampa não perderia a chance de participar dessa luta da Matrix pelo domínio do mundo ;o) Como dizem os místicos, e olha que misticismo tá no DNA do povo indiano, o universo conspira em nosso favor por meio das palavras e, por uma conjunção divina dos astros (além do término do projeto do meu digníssimo em terras indianas), eu realmente já estava de volta ao Brasil, participando assim do movimento que rolou no dia 6 de dezembro lá na Av. Paulista. Assim que cheguei procurei pelo requisitado Jairo Marques e tratei logo de tirar uma 'fotenha' para depois fazer o 'marquetingue' por aqui. E como todo cabra que é bom tá sempre bem acompanhado, achei ele e a Doutora Natália... óia eu no meio dos lindinhos!!! Ah, o encontro rendeu um elefantinho da Índia (para trazer boa sorte!) e chocolate da Suíça. Esse mimo só rolou pq o cabra é meu blogueiro do coração ;o) A experiência foi massa!!! Tinha gente da Matrix, gente que não era da Matrix, gente que nem sabia o que tava rolando mas ficou curiosa olhando de longe, gente mais curiosa ainda que chegou perto, aderiu de pronto a idéia e entrou na caminhada, gente bonita, gente alegre, gente séria e, acima de tudo, um monte de gente junta para fazer fazer barulho e mostrar que podemos viver com as diferenças não somente porque devemos, mas principalmente porque queremos! A beleza tá na mistura ;o) Com os amigos a gente até esquece do sol de meio-dia que tava de rachar a 'muringa' ;o) Bom, para fechar o post em clima de respeito ao próximo, lembro que lá pelos ídos de 90 a Melissinha da Grendene (eu amava os modelos rasteirinhas!), fez uma campanha onde o slogan tinha tudo a ver com o que acredito: Todos diferentes... Todos iguais! Ah, ano que vem tem mais ;o)
Outros clicks na 'caixinha preta'... Namastê!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Karnataka 2a etapa - Bangalore

Algumas cidades são bem conhecidas ao redor do mundo quando o assunto é Índia e Bangalore certamente é uma delas. Concetrando um grande número de empresas na área de TI e prestação de serviços, a capital de Karnataka é também conhecida como a capital da tecnologia da Índia. Diferente de outras impressões que tivemos quando aterrizamos em algumas cidades, o aeroporto de Bangalore causou um ÓTIMO impacto. Grande, organizado, bonito e extremamente limpo!!! ;o)
Se a 'porta de entrada' fala muito sobre a 'casa', foi possível imaginar que Bangalore era uma cidade moderna e organizada. A boa impressão continuou quando saímos das imediações do aeroporto e até mesmo o trânsito nos pareceu menos caótico, com menos buzinaços pelas ruas. No final ficamos com a impressão de que os motoristas de lá são mais educadinhos ;o)
É lá também que estão grandes centros de pesquisas e importantes sedes coorporativas como da IBM e da Infosys, além de boa parte dos Call Centers de empresas americanas. Aliás, o fenômeno dos Call Centers não é particularidade de Bangalore, pois eu mesma estudei Inglês em Gurgaon, próxima de Délhi, e a maior parte dos 7 alunos que estavam comigo visavam entrar nesse mercado próspero. Mas, além da tecnologia e da mão-de-obra abundante e barata, o que mais Bangalore oferece? Nos disseram que a noite é frenética e cheia de opções, mas nós optamos pelo dia e fizemos alguns passeios, começando pelo Lalbagh... Esse é um jardim botânico enoooorme. Vc até pode caminhar e curtir a paisagem, as flores, mas naquela temperatura de verão da Índia a gente preferiu pagar pelo carrinho coletivo e desfrutar das informações do guia...
Dentre as muitas, o amigo falou que esta estufa é patrimônio cultural...
Para quem é apaixonado por flores e pássaros o Lalbagh é um ótimo destino. Há pequenos jardins e viveiros de espécies diversas com explicações de nome científico, origem, cuidados... e tem essa árvore enooooorme de trocentos anos que não faço idéia do nome! Mas que diferença faz? Somos turistas... além de não entender parte do que os indianos falam o mais importante é a fotografar tudo o que se vê pela frente ;o)
Depois seguimos para a grande avenida onde encontram-se os prédios do Governo... tudo de primeira 'catiguria' rsrsrs... não faz diferença se o país é primeiro ou terceiro mundo, a casa do 'patrão' é sempre imponente!!
O amigo pouco falante nos levou mais tarde para um outro jardim que mostrarei no slideshow e nos disse que Bangalore é também conhecida pelo verde que tem. Devo acrescentar que todas as cidades que visitamos na Índia encontramos belos jardins e parques bem cuidados, especialmente em Délhi/New Délhi! Agora veja as fotinhas onde predominam minhas cenas preferidas: o povo indiano ;o) Namastê!

domingo, 30 de novembro de 2008

Karnataka 1a etapa - Mysore e Mandya

2008 ainda não acabou, mas será lembrando para nós como o ano da Índia e das viagens. O Brasileiro médio costuma viajar uma vez ao ano na época de férias e nesse ano nós já estivemos em 7 países, ou seja, viajamos pelos próximos 7 anos!!! rsrsr... O fato de estar na Índia como expatriados nos permitiu gastar algumas economias para explorar esse país tão diverso e encantador (e vale dizer que escapamos aos 10 ataques terroristas que rolaram enquanto estivemos lá!) e aproveitar para conhecer alguns países próximos. Quando cheguei lá participei de um almoço entre as esposas que acompanharam seus respectivos nesse projeto e cheguei a comentar que estava um pouco chateada por não estar trabalhando... uma delas, Indiana com cidadania Americana, muito bonita e simpática, me disse que eu deveria relaxar e pensar que estava taking a break ;o)

E nesse break não poderíamos deixar a Índia sem conhecer o Sul, região mais parecida com a Bahia no que diz respeito ao fenótipo, pois é lá que estão os Indianos de pele mais escura e, diga-se de passagem, era essa imagem que a gente tinha da Índia antes dessa experiência. Morando lá a gente percebeu que o povo Indiano também tem variação de tom de pele assim como no Brasil, só que além da etnia eles também têm línguas diferentes a depender da região. Nesse Estado fala-se Kannada!

Em Karnataka ficamos hospedados em Bangalore e contratamos o serviço de um motorista que nos levou também para conhecer os arredores, cidades próximas como Mysore e Mandya. O problema foi que nosso contratado, assim como aconteceu em Mumbay, não gostava muito de explorar os lugares. Quando a gente perguntava quais os pontos interessantes ele sempre respondia que não tinha muita coisa para ser vista. Isso foi muito chato, pois gastamos tempo para escolher onde ir e muitas vezes ouvimos do rapaz: "Humm... esse lugar não é aberto à visitação" ou "Hum... não há nada para se ver lá" Portanto, após muita insistência nossa, conseguimos conhecer alguns lugares turísticos legais, mas depois soubemos de outros tantos que poderíamos ter visto, não fosse a falta de vontade do nosso amigo.

Em Mysore, conhecida como a capital cultural de Karnataka, paramos para almoçar no Lalitha Mahal Palace Hotel com repertório musical tradicional e um buffet Indiano maravilhoso...

Depois seguimos para o Mysore Palace que fica lindamente iluminado à noite. Ele é enooorme de modo que depois de depositar as câmeras num guarda-volumes e tirar nossos sapatos, gastamos em torno de uma hora e meia para ver tudo que tinha lá dentro e tinha muita coisa... o palácio é cheio de obras de arte, fotos e pertences da família real da época das dinastias e uma rica arquitetura com detalhes franceses e ingleses, além de uma cadeira real de ouro que um dia foi usada pela Raja Wodeyar lá pelo século 15. Infelizmente tudo isso não pode ser fotografado ou filmado...
Uma curiosidade sobre esse palácio é o Festival Dusera que ocorre durante 9 dias em outubro, culminando com a celebração religiosa no décimo dia. A gente até viu alguns elefantes em treinamento na frente do palácio, mas como aconteceu nas outras viagens, também visitamos Mysore fora da data do festival e dessa vez, acredite, estava bem pertinho. A grande festa começa no dia 30 e nós passamos o dia 27 de setembro lá. Dá para acreditar? De fato nós não sabíamos e só soubemos pelo nosso condutor que, apesar de falar pouco, nos contou essa.

Por lá também vimos Nandi, o boi de Shiva, nas colinas de Chamundi...
E a St. Philomena's Church no centro da cidade. Catedral de estilo gótico é uma das mais antigas da Índia, com mais de 200 anos. Diferente de Goa, em Mysore foram os Ingleses que levaram o Cristianismo e não os Portugueses...
Em Mandya fomos ao Sri Ranganatha Temple de Lord Vishnu, mas para variar não foi possível tirar fotos dentro...
À noite, antes de voltar ao hotel em Bangalore, paramos para um show de águas em Brindavan Gardens, também em Mandya...
Em breve voltarei falando sobre Bangalore. Por enquanto deixo o slideshow com algumas fotos desse final-de-semana... Namastê!! ;o)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Um post para copiar - por Jairo Marques

24/11/2008
Um post para copiar

Povo, agora falta bem pouco para a passeata do Movimento Superação, na avenida Paulista, em São Paulo. Menos de 15 dias. Será no sábado, 6 de dezembro.

Ainda dá tempo pra quem mora longe matar os cabritos e as galinhas para fazer a matula da viagem.

No post de hoje eu trago diversas informações, repassadas pelos “pessoais” do movimento, sobretudo pela Tabata Contri, que vão ajudar todo mundo a se orientar e se organizar para estar lá!

Como já escrevi muita coisa que todo mundo copiou, enviou por email, fez corrente, imprimiu pros cachorros dormirem em cima , esse post eu faço realmente para circular por ai!

Queria muito que estudantes que me pediram milhaaaares de entrevistas, que as organizações que me pediram milhaaaares de informações, que as pessoas que me pediram milhaaaaares de dicas retribuíssem agora comparecendo lá na Paulista ou divulgando o evento!

Queria que o povo de Campinas, dos próprio Rio de Janeiro, de São José dos Campos, de São Caetano, de BH, de Brasília, de Curitiba, do Mackenzie e de diversas outras cidades que espiam esse blog se organizassem para mandar gente!

Dominar o mundo não é fácil e é preciso mostrar que ninguém mais quer ficar numa realidade paralela, na Matrix. Todos queremos é poder ter acesso à rua, ao lazer, ao trabalho, às “quiçaças”!

Mas chega de ladainha que hoje tô parecendo padre quando a noiva atrasa e vamos ao que interessa!

“Falai”: onde que eu vô pra gente se encontrar?

A concentração será na praça Oswaldo Cruz, que fica em frente ao shopping Paulista, em São Paulo, a partir das 10h. Os metrôs mais próximos são: Brigadeiro e Paraíso. Haverá vans do Projeto Carona que levarão esse povo malacado da estação Paraíso até o ponto de encontro!

Vão rolar aquelas camisetas ‘buniiiitas’ pra mode eu comprar e quanto é que morre?

Você poderá comprar lá, na hora do evento. Haverá uma banquinha vendendo as camisetas, Cds do Movimento SuperAçãoe e Squeezes! Os modelos antigos de camiseta custarão R$15,00 cada. Os modelos novos ainda não tiveram o preço definido, mas vão ficar show , quem tiver curioso terá que esperar até 6 de dezembro pra ver e vestir! O Cd custará R$ 10 e R$ 5,00 o squeeze.

Para ouvir as músicas do Cd você pode acessar o My Space:
http://www.myspace.com/movimentosuperacao

Tá, eu vou, mas o que vai ter lá?

Vão rolar alguns shows, pessoas iguais e diferentes vão se encontrar, trocar idéias, antes vamos ter uma ginástica pra aquecer com a professora Carolina Ignarra (cadeirante), o Billy (o cara que manda em todo mundo ) abrirá a passeata, os músicos do Cd Movimento SuperAção apresenta tocarão (Billy, Tupã e Juliana Caldas) teremos na caminhada os shows das bandas Good Fellas, Triagem Auditiva (banda do Rapha) e Mutualista. E muitas outras coisas.

Mas, vem cá... ‘causo’ de quê eu devo ir?

Pra mostrar a cara, mostrar que é cidadão, que tem deficiência, sim, e nem por isso quer ficar trancado dentro de casa, que precisamos de acessibilidade nas ruas e calçadas, que precisamos de transporte público acessível, de banheiros acessíveis, de lojas acessíveis para podermos exercer nosso direito de ir e vir, porque somos tão consumidores quanto uma pessoa que não tem deficiência, porque somos seres humanos, estamos vivos, existimos e queremos ocupar nosso espaço na sociedade, estudando, trabalhando e passeando, como qualquer pessoa faz.

Só o povo da Matrix de quem tem alguma deficiência deve ir?

De jeito nenhum! Todas as diferenças devem se unir, senão não seria inclusão, né não? Você sabe que quando o Movimento SuperAção nasceu e até hoje é assim: a maioria dos voluntários não tinha e não tem deficiência. Todos estão convidados, sem distinção de cor, orientação sexual, idade, deficiências. É um dia pra comemorar as diferenças. Vamos lá na paz, mostrar que estamos aqui e temos uma realidade pra mudar.

Mas vai gastar muito os pneus?

Sairemos da praça Oswaldo Cruz e ‘caminharemos’ até o vão livre do MASP (Museu de Artes de São Paulo). Com as famosas "pirocas" na mão (são os batecos do SuperAção), como dragão no peito e muito sorriso no rosto.

Acho que é isso, "pessoais". Eu vou... e vocês?


Escrito por Jairo Marques às 04h27

Ah, eu tmb vou!!! ;o) E quem quiser ler o post original, que eu acabei de copiar licitamente, vai lá no blog www.assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br

Namastê!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Sidney - parte I

Austrália era um dos países que Deco sonhava em conhecer. No meu caso, apesar das muitas e maravilhosas viagens que já fizemos, quando alguém me pergunta qual a viagem dos meus sonhos não hesito em dizer Grécia e Itália. Quando estudante do ensino fundamental e médio preferia Mitologia à História :D e os muitos deuses gregos habitavam meu imaginário... tanto que quando entrei na 'grande rede', Internet, lá na época do MIRC (quem lembra?), costumava usar o nick Afrodite. Logo, logo percebi o lugar comum, pois havia várias Afrodites, e frustradinha passei a usar Nana mesmo. Claro que também encontrei outras tantas Nanas, mas como meu interesse era conversar com pessoas de outros países raramente me 'batia' com uma. Usei bastante o MIRC para treinar Inglês e Espanhol e foi bem legal na época.
Oops!, olha eu divagando mais um vez... o post é para falar de Sidney e não de MIRC e papos online :D

Maior cidade em população da Austrália é bastante conhecida por seus belos cartões-postais como a Opera House, Harbour Brigde, Darling Harbour entre outros. Uma das 10 melhores cidades para se viver, segundo a Economist.com, foi lá que realizamos a viagem dos sonhos de Deco. Sidney foi o destino onde gastamos mais tempo e dinheiro até então... êta cidade cara!!
HARBOUR BRIGDE
From Austrália - Sydney
Das muitas possiblidades, fizemos um city tour e passamos pelos principais pontos turísticos. Há dois ônibus, um privado e um da prefeitura, que percorrem a cidade durante todo dia. Optamos pelo privado pq tinha aquela parte de cima aberta e o vendedor nos disse que cada ticket (em torno de 25 Dólares Australianos) valia o dia inteiro, além do passeio incluir Bondi Beach. Nem checamos o valor e o itinerário do ônibus da prefeitura e aceitamos de primeira a proposta do senhor simpático com cara de papai-noel ;D
From Austrália - City Tour
O city tour funciona assim: o ônibus passa por dezenas de pontos (incluindo Opera House, Harbour Brigde, Darling Harbour, Sidney Aquarium, Imax Cinema, National Museum... não lembro de todos), vc pode descer em cada parada e gastar um tempo explorando o local. A cada 20 ou 30 minutos os ônibus da mesma empresa que estão circulando naquele dia passam pelo mesmo local onde você desceu, de modo que vc pode voltar a qualquer momento, apresentar seu ticket e seguir para a próxima parada. Nossa primeira descida foi em Bondi Beach, pois já tínhamos visitado os pontos principais nos dias anteriores, e além da bela paisagem e do cheirinho de mar, olha só o que mais encontramos que nos remeteu a Salvador...
From Austrália - City Tour
... isso mesmo: CA-PO-EI-RA!!! Tinha gente de várias etnias e lugares do mundo em torno da roda, apreciando essa luta-dança que atrai muitos olhares e adeptos de todas as idades.
From Austrália - City Tour
O lugar é muito bonito! Há bons restaurantes de frente para o mar e várias opções de menu, desde comida chinesa barata, passando por steak com fritas até um francês sofisticado. Tmb tem feirinha de artesanato e lojas para surfistas, atração à parte no verão. Como julho não é verão, a gente curtiu mesmo um friozinho retado... olha só a gente congelando!
From Austrália - City Tour
No final do dia decidimos ficar no Imax, dita a maior tela de cinema do mundo!
From Austrália - City Tour
Como falei no início, Sidney foi o destino onde gastamos mais tempo e dinheiro. Portanto voltarei outras vezes para falar dos outros passeios que fizemos por lá, como visitar o Taronga Zoo e ver de perto coalas e gangurus - símbolos da Austrália. Hoje finalizo com o slideshow do city tour que acabei de falar. Enjoy it and back soon! Namastê ;o)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Shimila - Cidade 'esculpida' nas montanhas do Himalaya

Fala sério! Eu sei que isso aqui é um blog, que numa tradução livre pode ser chamado de diário, mas tou mesmo 'farrapeira', como dizem meus amigos Pernambucanos lá do Recife. Além de Baianês também falo Pernambuquês, pois morei quase 5 anos lá, e farrapeira é aquela pessoa meio enrolada, que nem sempre cumpre os compromissos... não que eu seja, mas diria que estou quando o assunto é atualizar meu querido blog :D

Hoje é 26 de outubro e percebo que faz mais de um mês que passei por aqui... que feio, né??!!! Minha leitora querida, Verônica, até me escreveu um e-mail preocupada com meu sumiço e perguntando se eu já havia perdido o encanto pela Índia. Já respondi para ela que não perdi não. Minha paixão pela Índia não foi à primeira vista (que o digam meus primeiros posts!), mas quando aconteceu já nasceu grande. Quem já pisou aqui sabe que o sentimento é de amor ou ódio... e com a gente felizmente foi AMOR construído à medida que a gente foi entendendo as diferenças e encontrando beleza na singularidade. Quem tiver um tempo para entender a Índia verá que são várias Índias numa só ;)

Meu sumiço temporário deve-se à nossa megaviagem pela Suiça, que diferente da Índia, é bastante uniforme para qualquer cidade e lado que se vá. Chegamos até a atrevessar as fronteiras com a Áustria e Liechtenstein, mas nem pareceu que mudamos de país. Só lembro que mudou um pouco na Suíça Italiana, Lugano, onde reparamos diferença no povo, nas construções e no dialeto. Passamos quase 15 tranquilos e gostosos dias lá e otras cositas aconteceram com a gente, me impedindo de acessar a Internet, mas disso falo depois. Agora faço um pouco de suspense porque quero mesmo mostrar as belas fotos da nossa visita à Shimila no niver de Deco, mês passado, conforme prometi no meu último post.

Dessa vez quero acrescentar a trilha sonora de uma viagem cheia de curvas perigosas, sim, não foi fácil subir de carro até Shimila, mais de 2500 metros acima do nível do mar. Estava chovendo bastante e o principal acesso foi interditado por conta de um deslizamento de terra, atrasando assim a nossa chegada. Mas felizmente correu tudo bem e a trilha sonora que mais nos acompanhou nas quase 12 horas de viagem, seriam 8 não fossem os contratempos, foi a do filme Bachna Ae Haseeno, que também numa tradução livre pode ser chamado de Lover Boy ou o Solteiro do Pedaço. Enfim, mais um filme tipicamente Bollywoodiano que a gente adooooora, com bastante romantismo e muitos clipes para esquentar a trama ;) Dá só uma olhadinha nesse:

Jogi Mahi--bachana Ae Hasino...full Song - Funny blooper videos are hereMas fique esperto(a) que esse clipe, que eu acho lindo, só faz parte da nossa trilha sonora de viagem, mas não tem nada a ver com Shimila. Como falei no início do post, se você tiver um tempo entenderá que há várias Índias numa Índia só e essa dança é o bhangra lá do Punjab, da cultura Sikh, que nós conhecemos nos clipes, nas ruas de Délhi e no próprio Punjab quando visitamos o Golden Temple lá em Amritsar.

Então falando de Shimila, ela fica ao Norte da Índia e a 250 km de Délhi. Capital do Himachal Pradech, na época do domínio Inglês era o lugar preferido para as férias de verão do rei e é lá que está Kufri, uma das principais estações de esqui daqui. Não esquiamos e nem vimos neve, pois estamos na época das monções, mas ficamos num hotel maravilhoso quem nem lembro o nome agora para fazer propaganda e acreditamos que no lugar de toda aquela lama tem-se uma bela estação de esqui nos meses de janeiro e fevereiro, tal como vimos nas fotos :D Assim como ocorreu em nossa visita à Jaipur (a Sudoeste da Índia), também conhecemos Shimila numa época deslocada dos festivais. Por lá a principal festa é a Dussera, que antecede o Diwali - a festa das luzes - e tá rolando agora no final de outubro em toda a Índia, portanto em setembro curtimos ver as pessoas, a forma singular da cidade que parece ter sido esculpida nas montanhas, sua cultura e toda sua bela flora, os pinheiros, típicos de lugares frios. Devo dizer que nosso planejamento de viagens não está atrelado ao calendário festivo da Índia porque, de verdade, nós não planejamos a Índia... a Índia 'aconteceu' em nossas vidas! ;)No segundo dia os muitos deuses indianos fizeram um pacto e nos presentearam com um belo clima. O sol apareceu e a gente saiu para desbravar as ruas estreitas e conhecer os principais pontos turísticos; Kufri foi um deles. Diferente das fotos, encontramos muitos cavalos e um caminho cheio de lama para subir e apreciar a paisagem montanhosa. Como falei antes, foi aniversário de Deco e a palavra de ordem era encarar os desafios da Incredible India em clima de festa... e lá fomos nós! Parecia loucura subir naquele pequeno cavalo e enfrentar o lamaçal, mas se o aniversariante estava disposto quem era eu para dizer não ;) Subimos, subimos e subimos mais um pouco até que chegamos no que parecia ser o destino final, onde finalmente não havia mais risco de cair de cara na lama! :D Tão logo descemos dos cavalos começaram os 'assédios' do pessoal local, tentando nos vender qualquer coisa que soasse turística, inclusive fotos com a vestimenta tradicional. Essa venda foi interessante, porque o atento vendedor percebendo minha câmera semi-profissional ofereceu apenas o aluguel da roupa, ao invés do pacote com a foto, e disse: "Sua câmera é melhor e você não precisa esperar pela revelação que só entregamos no dia seguinte... então eu alugo as roupas e tiro as fotos para você, mas só cobro o aluguel" Isso é que é um cabra esperto! Rapidinho fechamos negócio e nos preparamos para o momento fama :D A galera, vendo que a gente era da 'pá virada', veio se chegando e vendendo mais serviços... cada foto dessas foi um pagamento a um fornecedor diferente. E para fechar os 'clicks' em grande estilo não poderia faltar o famoso encantador de serpentes, figura conhecida da cultura indiana, com sua naja... bom, não foi bem uma naja, mas já deu para fazer pose :D Deco estava realmente destemido no seu dia e corajosamente colocou a cobra gelada em seu pescoço! Depois descemos (uma nova aventura, tentando não cair na lama) e fomos ao centro de Shimila para ver a única igreja da cidade. Como estamos num país de maioria Hindu, igreja é mais do que atração turística ;) Achamos Shimila limpa... ... e linda!!! E como tudo que é bom dura pouco, ao final de quatro dias deixamos as montanhas com vontade de ficar. Fico devendo uma 'caixinha de fotos' (viu Jairo?) com as top das muitas que tiramos, dentre elas as de flores maravilhosas que me hipnotizaram! Para os próximos posts quero contar das nossas AINDA férias de junho e julho (Austrália e China) e de nossa visita a Bangalore e Suíça... prometo que vou tentar não demorar um mês para escrever!!! ;)
Namastê.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tailândia - Reino Exótico da Ásia III

É impressionante como a religião é entranhada na vida do Indiano e do Tailandês... Eu fui batizada na igreja católica, mas gosto muito do pessoal que é espírita, tenho amigos envagélicos, umbandistas, familiares budistas e vou à igrejas e templos de quando em vez. Alguns chamam a isso de 'confusão/salada', mas eu prefiro chamar de liberdade. Acredito demais no bem o no mal independente dos nomes que queiram dar a isso (Deus, Diabo, Shiva... Ganesha...), porque sinto isso nas pessoas, mas não frequento nenhum lugar específico para exercitar minha espiritualidade. A faço em qualquer lugar, a qualquer tempo, com qualquer pessoa independente de conceitos. Prefiro religiosidade à religião ;) Mas lá na Tailândia, assim como na Índia, parece que não existe vida sem religião... parece que não há essa separação. Então a gente vê imagens de Buda e de outros deuses como Vishnu (e vale dizer que esse deus, assim como Buda, é Indiano) por qualquer lugar que passemos na Tailândia. Aliás, devo dizer que do que já li sobre a filosofia/religião Budista o que mais me chamou a atenção foi o fato de Sidarta ter sido alguém da casta superior indiana que questionou essa separação e abdicou da riqueza que sua família lhe provia. Quem conhece profundamente o budismo fala de ensinamentos e não de livro sagrado, uma vez que Buda não deixou nada escrito. Dizem que seus discípulos escreveram algo após sua morte o que ajudou na disseminação da filosofia pela Ásia. Bom, todo esse 'blá, blá, blá' sobre religião é para dizer que além das práias paradisíacas, como aquela do filme com Leonardo DiCaprio (The Beach) que fica lá pro lado do tsunami e que nós não fomos ver de perto, o turismo tailandês é forte nas paisagens urbanas, na religião e nas cidades antigas, como essa que visitamos: Ayuthaya, antiga capital da Tailândia. O mais engraçado desse dia foi ouvir do nosso guia, e mágico nas horas vagas, que dos 5 principais ensinamentos de Buda a Tailândia tem sua própria versão e segue apenas dois: não matar e não roubar, porque não beber, não cobiçar a mulher do próximo e não mentir é muito difícil para eles! rsrsrs... Agora veja se esses ensinamentos não estão entre os 10 mandamentos? Vale lembrar que Buda é anterior a Cristo ;) No último dia resolvemos ficar pela cidade e conhecer o Grand Palace, ou Palácio do Rei. Pense num negócio grande, tal como o nome sugere!! Pensou?? É ainda maior!! Não demos conta de ver tudo e nem de saber de tudo que tinha lá dentro. Só depois que estávamos no aeroporto resolvi dar uma lida no folder que peguei no hotel e vi que o famoso Buda de esmeralda fica lá... Putz! Se o guia comentou, a gente não entendeu :( Do que entendemos, lembro-me que o palácio foi construído no século XVIII pelo Rei Rama (Rama é a dinastia) e que muitas peças ali são banhadas a ouro. Também entendemos que toda segunda-feira há uma cerimônia real e todos devem estar de braços e pernas cobertos. Bom, a Tailândia foi de fato incrível pela beleza, pela rica cultura e pelo custo baixo :D Claro que há muito para se ver por lá, de modo que 4 dias deixaram um 'gostinho' de quero mais!


PS.: Dia 21 de setembro foi aniversário de Deco e nós comemoramos em grande estilo - no Himalaya! Essa eu conto no próximo post ;)

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